Como executar modelos de inteligência artificial sem depender exclusivamente de plataformas externas? A questão esteve no centro da palestra de Veronica Silvestre, Channel Account Manager da HP, que abriu o segundo dia do Data Science Summit Brasil 2026 com uma discussão sobre as transformações no ambiente de trabalho e as condições necessárias para ampliar o uso da IA nas organizações.
A apresentação abordou tendências como inteligência artificial, colaboração digital, trabalho híbrido e segurança cibernética. O destaque, porém, foi a HP ZGX Nano AI Station, uma estação compacta desenvolvida para executar e desenvolver modelos de IA localmente.
Para demonstrar as possibilidades dessa abordagem, Veronica convidou o engenheiro de software Alex Faiotto, professor de Pós-Graduação da FIAP, que participou de uma demonstração do equipamento. A proposta foi mostrar como uma infraestrutura de pequenas dimensões pode executar aplicações de inteligência artificial sem depender, necessariamente, de serviços externos a cada operação.
O controle dos dados foi outro tema central da palestra. “À medida que a inteligência artificial passa a integrar atividades de diferentes áreas, cresce a preocupação das organizações com o compartilhamento de informações internas em ferramentas externas”, disse Veronica.
Nesse contexto, manter determinados processamentos na própria infraestrutura pode contribuir para reduzir a exposição dos dados a terceiros. “Isso, contudo, não elimina a necessidade de políticas de acesso, atualizações, monitoramento e outras medidas de segurança. A proteção depende também de como os sistemas são configurados e utilizados”, lembrou.
A discussão ganha relevância tanto no setor privado quanto na administração pública, onde o uso de inteligência artificial exige atenção à governança, à infraestrutura disponível e à proteção das informações. Veronica também mencionou o trabalho junto a órgãos públicos para avaliar equipamentos adequados às diferentes necessidades de aplicação da IA.
A apresentação trouxe uma questão importante para empresas que estão avançando na adoção da inteligência artificial: a escolha da infraestrutura deve acompanhar os objetivos de cada aplicação. “Soluções locais podem oferecer mais controle operacional e previsibilidade em determinados cenários, enquanto serviços em nuvem continuam sendo alternativas importantes para aplicações que exigem escalabilidade ou capacidade computacional variável. Os dois modelos também podem ser combinados”, assegurou a palestrante.
Conteúdo produzido por Básica Comunicações
Fotos: Marco Antonio Tavares
No estande da HP
Além da palestra, a HP esteve na área de exposição do DSSBR 2026 com um estande em parceria com a AMD. Os participantes puderam conhecer de perto o HP ZBook Ultra G3a e a HP ZGX Nano AI Station — a estação compacta para IA local apresentada por Veronica no palco —, que teve no evento o seu lançamento mundial.