O Data Science Summit Brasil 2026 tem mais um keynote confirmado: Rubens Queiroz de Almeida, educador, escritor e palestrante. Ele criou o Dicas-L, publicado todos os dias desde 1997, e o Aprendendo Inglês, cuja lista diária gratuita reúne mais de 34 mil pessoas. Rubens sobe ao palco do congresso entre 27 e 29 de outubro, no IEP, em Curitiba.
A pergunta que ele leva é das mais práticas do evento — e das que mais pesam numa carreira em dados e IA: como transformar o inglês que você estuda no inglês que você realmente consegue usar?
Trinta anos no Centro de Computação da Unicamp
Rubens é engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora e pós-graduado em gestão universitária pela Unicamp. Entrou no Centro de Computação da universidade em 1988 e ficou três décadas: trabalhou com sistemas Unix, protocolos TCP/IP, tecnologias web e intranets, ocupou funções de gestão por 20 anos e se aposentou, em 2018, como superintendente associado.
No mesmo período, virou instrutor e palestrante requisitado, com participação em simpósios e eventos no Brasil e no exterior.
Dicas-L: uma dica por dia, desde 1997

Em 1997, Rubens criou o Dicas-L: uma lista de e-mail com dicas de tecnologia que logo ganhou um site atualizado diariamente. O foco é o que ele praticava no Centro de Computação — Linux, software livre e as ferramentas do dia a dia de quem trabalha com TI.
Ao completar dez anos, em 2007, a lista já somava dezenas de milhares de assinantes, além de quem a acompanhava pelo site e por RSS. A experiência virou o livro Linux – Dicas e Truques, e o Dicas-L segue no ar, hoje também com comunidade no Telegram.
Aprendendo Inglês: o idioma como ferramenta

O inglês veio antes da tecnologia: há mais de 30 anos, Rubens começou dando aulas do idioma em escolas. Enquanto trabalhava na Unicamp, manteve os projetos de ensino por conta própria — e deles nasceu o Aprendendo Inglês, um portal com lista diária gratuita que hoje chega a mais de 34 mil pessoas, além de dicas, exercícios, aulas ao vivo e um clube de assinantes.
É autor de As Palavras Mais Comuns da Língua Inglesa e de Read in English – Uma Maneira Divertida de Aprender Inglês, ambos pela Novatec. E criou ainda o Contando Histórias, dedicado à leitura e à escrita em português.
A ideia que atravessa todos esses projetos é simples: aprender inglês não é só estudar um idioma, é adquirir uma ferramenta para ampliar horizontes, criar oportunidades e participar de um mundo profissional cada vez mais globalizado.
Por que um keynote sobre inglês num congresso de IA
Quem trabalha com dados e inteligência artificial trabalha em inglês: a documentação das ferramentas, os artigos, os repositórios, os fóruns e as conferências. Ler já não basta. As oportunidades internacionais — o processo seletivo global, a vaga remota numa empresa de fora, o time distribuído — passam por entrevista, reunião e conversa, e é na hora de falar que muita gente trava.
O que ele leva ao palco
No English Talk Time – Programa de Aceleração de Inglês, Rubens apresenta estratégias para transformar o inglês numa competência efetivamente utilizável no mundo real: buscar oportunidades no mercado internacional, trabalhar para empresas estrangeiras, participar de processos seletivos globais, fazer entrevistas em inglês e se comunicar com mais segurança em ambientes profissionais.
A abordagem dele enfatiza constância, autonomia e contato diário com o idioma. O progresso não depende só de cursos tradicionais ou de longas horas de estudo: pequenas práticas incorporadas à rotina, feitas de forma consistente e inteligente, produzem resultado ao longo do tempo.
No mercado internacional, conhecer regras gramaticais é importante, mas é a capacidade de compreender, comunicar ideias, interagir com pessoas e agir com confiança que transforma o inglês em uma verdadeira ferramenta profissional.
O resumo completo está na página do Rubens, e as demais sessões confirmadas, em palestras aprovadas.
Esteja no IEP em outubro
O keynote do Rubens divide o DSSBR 2026 com mais de 40 palestrantes confirmados e três dias de sessões sobre IA generativa, agentes, dados e cases reais aplicados. Os ingressos são vendidos por lote, e o lote vira conforme as vagas acabam.